«Que teime
este grisalho burgo
com silhueta de alcantis
e torres onde canta o bronze-bronze
em derramar no mundo a febre
da sua gente, e o vigor
da planta que não larga a terra da raiz!
De independência é o seu perfil severo.
Independência os morros de granito.
Cada pedra ferida, cada gesto
- o povo unido é como pedra!»

Francisco da Cunha,
em «Ode ao Porto»

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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Resultados...

Perguntámos aos visitantes do nosso blog o que achariam que deveria ser melhorado na cidade do Porto. Após a estreia do nosso "Espaço Público", os resultados obtidos foram os seguintes:

 

 

 

 

Serviços Municipais -   22%

Espaços Culturais -  9%

Eventos -   13%

Criação de espaços verdes -  30%

Zona Histórica -   22%

Outro -   4%

 

Total de votos:                       23

publicado por Trips à moda do porto às 18:37
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Vinho do Porto

A equipa do Trips à moda do Porto visitou, no passado dia 4 de Janeiro, o Museu do Vinho do Porto. Desta visita retirámos importantes informações sobre a história, processo de produção e comercialização deste vinho, que é uma das marcas da cidade do Porto maios internacionalmente conhecidas.

 

O vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste do Porto.

A "descoberta" do Vinho do Porto é polémica. Uma das versões, defendida pelos produtores de nacionalidade inglesa, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

 

Fotografias da Visita:

 

    

 

    

 

    

 

 

publicado por Trips à moda do porto às 20:15
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Mercado do Bolhão

             

                 

 

   O Mercado do Bolhão é um dos mercados mais emblemáticos da cidade do Porto. A construção caracteriza-se pela sua monumentalidade, própria da arquitectura neoclássica. Bolhão, significa, " bolha grande ". O nome é originário do próprio local onde foi edificado o mercado, que foi construído, sobre uma nascente de água -  bolhão. É por vezes referido como " Mercado colorido ", dado o seu ambiente ser envolvido por uma paleta de cores que derivam da imensa quantidade e qualidades  de frutos, flores, aves e verduras. Tem uma forma quadrangular com três pisos, possuindo um amplo pátio central subdividido em dois espaços exteriores por uma galeria coberta de dois pisos e é um excelente exemplar da arquitectura civil comercial.

  O Mercado do Bolhão, encontra-se infelizmente severamente degradado, e já desde 1992 que se pensa na sua reabilitação. A câmara Municipal do Porto, recorreu na decada de 90, a um concurso público internacional, nomeando para juri de concurso, o IPPAR, a faculdade de arquitectura e o arquitecto Álvaro Siza Vieira. O projecto vencedor, do arquitecto Joaquim Massena, mantinha vivo o tecido físico do mercado, com novos conceitos de usos do mercado, com novas funções e novos horários de funcionamento.

  Pelo que nos indica os jornais e a C.M.Porto o projecto já está em nível de execução, pronto para o avanço da obra, contudo, a falta de interesse politica, está a ser decisiva, para a não reabilitação do mercado do bolhão, um dos maiores simbolos da cidade do Porto.

       

 

   Se não conhece este mercado, não deixe de o visitar pelo menos enquanto a tradição, ainda é como " era ". 

publicado por Trips à moda do porto às 22:40
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Porto das Pontes: Ponte do Infante

Largura: 20 metros

Comprimento: 371 metros

A Ponte do Infante é uma homenagem ao Infante D.Henrique. Oseu engenheiro foi António Adão da Fonseca, que fez com que esta ponte fosse um recorde mundial pelo sua tipologia e serviu de referência a inúmeras pontes posteriormente construídas.

publicado por Trips à moda do porto às 22:14
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Porto das Pontes: Ponte do Freixo

Das pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, a Ponte do Freixo é a que está mais a montante do rio Douro. Projecto de autoria do Prof. António Reis, a Ponte do Freixo foi construída na tentativa de minimizar os congestionamentos ao trânsito automóvel vividos nas Pontes da Arrábida e de Dom Luís I, particularmente notórios desde finais da década de 1980.

Tratam-se, na verdade, de duas pontes construídas lado a lado e afastadas 10 cm uma da outra. A ponte tem oito vãos, sendo o principal de 150 m. É uma ponte rodoviária com oito faixas de rodagem (quatro em cada sentido), mas com um tabuleiro a cotas muitos inferiores à de todas as restantes pontes que ligam o Porto a Gaia.

 

publicado por Trips à moda do porto às 20:01
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Porto das Pontes: Ponte S.João

Tal como a Ponte da Arrábida, também a Ponte de São João foi da autoria do Eng.º Edgar Cardoso. É uma ponte ferroviária e foi construída para substituir a centenária Ponte Maria Pia.

Ao contrário das outras pontes construídas até à data, a Ponte de São João não é em arco, mas adopta uma solução em pórtico, com três vãos -- dois de 125 m e um de 250 m -- apoiados em dois majestosos pilares fundados no leito do rio. Fazendo jus ao seu nome, a ponte foi inaugurada no dia de São João (24 de Junho) de 1991. O sistema construtivo adoptado para a sua construção foi arrojado e inovador -- cofragem deslizante -- e hoje em dia é um sistema padrão de construção mundial. Sendo então uma peça única, possui também um sistema inovador, que impossibilita que a acontecer um acidente na mesma ponte, por exemplo, as carruagens não se encavalitam umas em cima das outras, mas sim, deslizando pela ponte fora, ora, isto é único no mundo, como fez questão Edgar Cardoso, de sublinhar na altura.

Tal como a Ponte da Arrábida, à data da sua inauguração, também a Ponte de São João com o seu vão central constituiu um recorde mundial neste tipo de pontes, neste caso, para caminho-de-ferro.

 

publicado por Trips à moda do porto às 17:48
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Gastronomia:Bacalhau à Gomes de Sá

 Ingredientes: 

  • 9 postas de bacalhau demolhado;
  •  3 kg de batatas descascadas;
  •  2 dentes de alho;
  • 5 ovos pretas a gosto; azeite q.b.;
  • salsa para polvilhar e azeitonas

  

História:

Gomes de Sá era um comerciante do Porto nos finais do Séc. XIX. A ele se deve esta receita de bacalhau que, segundo a lenda, terá sido criada com os mesmos ingredientes (à excepção do leite) com que semanalmente fazia os bolinhos de bacalhau que deliciavam os amigos. Com efeito, os ingredientes são os mesmos, mas a receita resulta de uma confecção cuidada e de grande requinte.


 

 

 

Preparação:
Cozer em água abundante o bacalhau, as batatas e os ovos. Depois de cozido, desfia-se o bacalhau em lascas, dispensando pele e espinhas. Cortam-se as batatas às rodelas, juntamente com os ovos depois de descascados. Prepara-se um bom refogado regado de azeite, com as cebolas cortadas às rodelas e os alhos picados. Depois de a cebola alourar, retira-se do lume.
Num tabuleiro de ir ao forno, colocam-se camadas alternadas de bacalhau, batatas, ovos e cebolada. Repetindo este processo até terminarem todos os ingredientes. Leva-se o tabuleiro ao forno, polvilhado de salsa picada e algumas azeitonas.
Depois de bem quente é só saborear.
publicado por Trips à moda do porto às 22:13
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Porto das Pontes: Ponte d'Arrábida

Comprimento: 615 metros

Largura: 27 metros

 

Devido à expansão demográfica do distrito do Porto e do conselho de Vila Nova de Gaia, a Ponte D.Luís não era suficiência para uma boa circulação entre estas cidades. Para resolução deste problema em Março de 1952 a J.A.E. (Junta Autónoma) aceitou o projectodo Eng. Edgar Cardoso. O projecto foi aprovado em 1955, passados 2 anos iniciou-se a sua construção. A 22 de Junho de 1963 é inaugurada a Ponte d’Arrábida, no mandato de Nuno Pinheiro Torres. Nas torres dos elevadores podemos ver quatro esculturas ornamentais, fundidas em bronze. Do lado do Porto as esculturas de Barata Feyo simbolizam «O Génio Acolhedor da Cidade do Porto» e «O Génio da Faina Fluvial e do Aproveitamento Hidroeléctrico», as do lado de Gaia do escultor Gustavo Bastos, representam «O Domínio das
Águas pelo Homem» e «O Homem na sua Possibilidade de Transpor os Cursos de Àgua».


 


publicado por Trips à moda do porto às 21:50
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Porto das Pontes: Ponte D.Luís I

Comprimento: 385.25metros


Peso: 3045 toneladas


A 11 de Fevereiro de 1879, por proposta de Lei, o Governo determina a abertura a abertura do concurso para a construção de uma nova ponte sobre o rio Douro, para substituir a Ponte Pênsil. A empresa belga Société de Willebroeak com o engenheiro Théophile Seyris.

A construção da ponte iniciou-se em 1880, sendo inaugurada a 31 de Outubro de 1887.

A ponte é constituída por dois tabuleiros. O tabuleiro de cima desde 2005 é utilizado para a circulação do metro.



publicado por Trips à moda do porto às 21:47
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Livraria Lello e Irmão

    A Livraria Lello e Irmão, também conhecida como livraria Chardron, situa-se na Rua das Carmelitas, no Porto. A história da livraria Lello remonta a 1869, ano em que é fundada na Rua dos Clérigos a Livraria Internacional de Ernesto Chardron. Após o seu falecimento, a casa editora foi vendida à firma Lugan & Genelioux Sucessores. Em 1894 Mathieux Lugan vendia a Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que possuía então uma livraria na Rua do Almada. Associado ao irmão, António Lello, mantêm a Livraria Chardron, com a razão social de José Pinto de Sousa Lello & Irmão, até 1919, ano em que o nome da sociedade muda para Lello & Irmão Lda.

   Este verdadeiro ex-líbris da cidade atravessou o século XX, geração após geração, nas mãos da mesma família. Entrando hoje no interior da livraria, o visitante sente-se envolvido por um ambiente acolhedor, onde pontificam os livros e uma decoração impressiva. Uma vasta sala, com uma galeria que dá acesso a um escada ornamental, onde correm algumas mesas que servem para exposição dos livros. Bancos em madeira e revestidos a couro e estantes a toda a altura desta sala perfazem o espaço interior próprio de uma livraria actual, mas que guarda a memória do passado. Nos pilares, à esquerda e à direita, distinguem-se os bustos de distintos homens de letras: Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Tomás Ribeiro, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro. O tecto, lavrado, resguarda no centro uma luminosidade diáfana que provém do amplo vitral em que se desenha o ex-libris de Lello & Irmão Lda, com a conhecida divisa, «Decus in Labore».

 

           

 

Recentemente, a livraria Lello, foi considerada pelo 'Jornal Guardian', do Reino Unido, como a terceira melhor livraria do Mundo.

 

 


 

publicado por Trips à moda do porto às 23:25
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Porto das Pontes: Ponte D.Maria I

A ponte D.Maria Pia, em homenagem a D.Maria Pia de Sabóia, foi construída e projectada pelo Eng. Théophile Seyris, que pertencia à empresa de Gustavo Eiffel. A sua construção demorou pouco mais de um ano. Teve início em Janeiro de 1876 e foi inaugurada pelo rei D.Luís I e D.Maria Pia a 4 de Novembro de 1877.

Para a sua construção foram necessários 150 funcionários e 1600000 quilos de ferro. Foi a primeira ponte utilizada para o tráfego ferroviário.

A Ponte D.Maria Pia é constituída por um arco rótula de um só tabuleiro, apoiada por 5 pilares. A ponte esteve em utilização durante 114 anos, sendo substituída em 1991 pela Ponte S.João.

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Porto das Pontes: Ponte Pênsil

Altura: 15metros Altura

Comprimento: 150 metros

Largura: 6 metros

A Ponte Pênsil ou Ponte D.Maria II é uma comemoração do aniversário da coroação de D.Maria em Maio de 1841, inicio da sua construção, sendo inaugurada em 1843. Esta ponte veio substituir A Ponte das Barcas. A Ponte Pênsil esteve em funcionamento 45 anos, sendo depois substituída pela ponte D. Luís.

Da Ponte Pênsil restamos os pilares e as ruínas da casa militar, que assegura a ordem e a cobrança de portagens para a sua travessia. Podemos encontrar estas ruínas ao lado da Ponte D.Luis.

 

 


publicado por Trips à moda do porto às 22:48
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Porto das Pontes

No Porto existem 6 pontes, 5 estão em funcionamento e uma está inutilizada. As pontes ligam o Porto a Vila Nova de Gaia e ao sul do país.

Nas pontes do Freixo, do Infante e o tabuleiro de baixo da ponte Dom Luís esta em circulação o tráfego rodoviário. Na ponte S.João passa o comboio e na ponte Dom luís, no tabuleiro de cima passa o metro.

publicado por Trips à moda do porto às 22:40
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Gastronomia: Tripas à moda do porto

Ingredientes

 

·         1,5kg de tripas, folho e favos de vitela

·         150g de presunto com gordura

·         1 orelha de porco

·         1 mão de vitela

·         1 chouriço

·         1/2 frango

·         2 cebolas

·         1 l de feijão-branco

·         4 cenouras

·         1 folha de louro

·         100g de banha

·         1 ramo de salsa

·         1 limão

·         Sal e cominhos q.b.

 

Preparação/confecção

As tripas são bem lavadas e esfregadas com sal e limão. Colocam-se num recipiente com água e rodelas de limão, até ficarem brancas. Cozem-se, separadamente, as carnes e o feijão. Num tacho, leva-se a alourar na banha, a cebola e a folha de louro. Juntam-se as tripas e todas as carnes cortadas aos bocados, o feijão, as cenouras cozidas e um pouco de caldo de carne, tempera-se com sal e cominhos. Ferve durante 25 minutos e serve-se em terrina polvilhada com salsa picada ou coentros.

 

Acompanhamento

As tripas são acompanhadas com arroz de forno, que se serve simultaneamente.

 

História

O Infante D. Henrique, precisando de abastecer as naus para a tomada de Ceuta, pediu aos habitantes da cidade do Porto todo o género de alimentos, ficando a população unicamente com tripas para confeccionar. Daí o nome de tripeiros como ficaram a ser conhecidos desde então.

 

publicado por Trips à moda do porto às 21:35
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Avaliação: 1º período

Como solicitado pela organização do CCC, aqui estão as classificações que obtivemos na disciplina de Área de Projecto no 1º período.

 

Por decisão dos professores de AP na nossa escola, as classificações do 1º período não vão além de 16, dado que os projectos ainda estão numa fase inicial.

 

Assim sendo, foram estas as classificações:

 

Ana Silva - 16

Joana Pereira - 14

José Matos - 14

Marlene Pinto - 14

Túlia Santos - 15

publicado por Trips à moda do porto às 20:13
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Porto Escondido: As Alminhas da Ponte

 

 

 

 

Pode-se viver uma vida inteira na cidade do Porto sem a conhecer de facto. Mas quem deitar um olhar atento sobre a cidade do Porto, pode encontrar nela diversos pormenores que fazem desta cidade um livro aberto da História.

 

 As "Alminhas da Ponte" é um baixo relevo da autoria do escultor Teixeira Lopes, situada quase no extremo do muro da Ribeira, relembrando o desastre da Ponte das Barcas que aocnteceu a 29 de Março de 1809 no rio Douro.

 

 

A Ponte das Barcas

 

A Ponte das Barcas foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de Agosto de 1806. Era constituída por vinte barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.

Foi nessa ponte que se deu a tristemente célebre catástrofe da Ponte das Barcas, em que milhares de vítimas pereceram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas da segunda invasão francesa, comandada pelo marechal Soult, em 29 de Março de 1809. Mais de quatro mil pessoas morreram.

Reconstruída depois da tragédia, a Ponte das Barcas acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte Pênsil em 1843.


Fontes: CM Porto - Turismo; Wikipédia

           

publicado por Trips à moda do porto às 12:19
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Porto Escondido: O Porto das mil fontes

Por toda a cidade do Porto podem-se encontrar fontes e chafarizes que datam desde o século XVI.

O contrato para o abastecimento de água ao domicílio entre a Câmara do Porto e a Companhia (Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger) é apenas feito a 22 de Março de 1882.

Isto quer dizer que, até àquele ano, os cidadãos do Porto que não tivessem poços privados, abasteciam-se nas fontes e nos chafarizes que havia espalhados por toda a cidade.

Por sua vez, as fontes e chafarizes eram abastecidos por água proveniente de vários aquedutos. Os mais célebres eram o de Paranhos ou Arca d'Água; o de Camões e o da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal); e o aqueduto do Campo Grande, actual Campo 24 de Agosto.

 

 

 

Chafariz da Colher

 

Chafariz da Colher

 

Datada do séc.XVII, esta fonte, situada na R. de Miragaia, ao lado do largo da Alfândega, é considerada uma das mais antigas, conhecendo-se a sua antiguidade por uma inscrição que se encontra na lápide frontal em granito e pela data de 1629. Compõe-se de uma única bica e a sua água era considerada como uma das melhores da cidade.

 


 

Chafariz da Rua Chã

 

Situado no cruzamento da Rua Chã com a Rua do loureiro, foi construído em 1635, por ordem da Câmara, e foi deslocado, em 1784, para outro local.

 


 

 

Chafariz da Rua Escura

 

Datado do séc.XVII, esteve, inicialmente, na Rua Escura, mas em 1940 foi transferida para o local em que se encontra, na Rua Pena Ventosa. Compõem-no duas figuras femininas simétricas, que "suportam" o friso decorativo superior, onde se vêem as armas Reais. No centro vê-se um pelicano (símbolo da Misericórdia) com um furo no peito, pelo qual primitivamente jorrava a água.

 


 

Chafariz das Virtudes

 

Segundo o Padre Manuel Pereira de Novais, este chafariz foi delineado por Pantaleão de Seabra e Sousa, fidalgo da Casa Real e Regedor da cidade.
Composto por um alto frontão ladeado de pirâmides, termina num segmento de arco cortado pelas armas reais, com cinco escudetes e sete castelos. As armas e a inscrição tem dois castelos, em meio relevo, divididos por um nicho que se encontra actualmente vazio, mas onde parece ter existido uma imagem da Virgem, em pedra, conhecida como Senhora das Virtudes. O conjunto representava as armas da cidade. A água saía por duas carrancas gigantescas lavradas em pedra, para dois profundos tanques que ladeiam o chafariz.

 


 

Chafariz de S. Lázaro

Datado do séc. XVI, encontra-se no Jardim Marques de Oliveira, em S. Lázaro, é composto por uma fonte, com taça de mármore. Pertenceu ao demolido Convento de S. Domingos.

 

Chafariz do Anjo

Este chafariz, do séc. XVIII e atribuído a Nicolau Nasoni, apresenta uma interessante moldura constituída por uma grade de ferro forjado e um relevo em mármore incrustrado na parte superior da bica. A rematar o conjunto uma pequena escultura do anjo S.Miguel no topo da coluna. Foi construído logo a seguir ao local do demolido Arco da Vandoma, e Sousa Reis sustenta nos seus manuscritos que, por ser aquela imagem o brasão do Cabido, a obra terá sido feita à custa desta corporação.

 

Fonte da Rua das Taipas

 

Construída pelos moradores do largo do Postigo da Virtudes, que para tal apresentaram requerimento à Câmara em 1772. A primitiva fonte que parece ter sido construída na actual Rua das Virtudes, foi substituída no final do séc. XVIII pela que existiu na Rua das Taipas.

 

Fonte da Rua de S. João

 

 

Fonte construída no séc.XVIII, por ordem de João de Almada e Melo, no eixo da Praça da Ribeira, rematando-a do lado norte. A estrutura arquitectónica que a envolve ocupa o espaço correspondente a um edifício de três andares. Ostenta o escudo das armas de Portugal, sob as quais está um nicho destinado a receber uma imagem.

 

Fontes: site da CM do Porto - Turismo 





publicado por Trips à moda do porto às 19:41
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Entrevista ao Prof. Dr. Mário Rui Silva

O Prof. Dr. Mário Rui Silva é docente na Faculdade de Economia do Porto e vogal da comissão directiva do Programa Operacional da Região Norte. Esta entrevista vem no sentido de conhecer as necessidades de requalificação da cidade do Porto e os objectivos já alcançados.

 

Questão: Quais são os principais desafios de requalificação da cidade do Porto?

Prof. Dr. Mário Rui Silva: A cidade do Porto é o núcleo central da Área Metropolitana do Porto, e tem uma área de influência em que num raio de 60km em torno da cidade vive um terço da população portuguesa. No entanto, a cidade do Porto tem vários desafios de requalificação, dos quais se destacam a requalificação do património, a requalificação funcional e a requalificação residencial.

 

Q.: Como se deve processar essa requalificação, e quais são os maiores constrangimentos à sua viabilização?

Prof. Dr. Mário Rui Silva: A requalificação do património construído é uma necessidade de resposta a um problema que afecta toda a cidade, mas tem particular expressão no burgo medieval. A grande dificuldade de requalificação reside da ausência de um verdadeiro mercado de arrendamento que permita a renovação das habitações.

No que respeita à requalificação funcional, enquanto núcleo central de uma zona de aglomeração de actividades industriais, a cidade tem um défice de funções terciárias avançadas, nomeadamente as funções que asseguram a internacionalização activa da região, daí que seja necessária a requalificação deste sector.

Em termos de requalificação residencial, o principal problema que se põe é a acentuada suburbanização dos concelhos em torno da cidade do Porto, verificada nas últimas duas décadas, e, ao mesmo tempo, a perda da população da cidade. Este fenómeno é agravado com o crescente dualismo que se verifica na população residente na cidade do Porto, uma oposição entre zonas degradadas com população pobre e pouco qualificada (zona histórica e bairros camarários), e zonas com população de elevados recursos e um valor fundiário especulativo (Boavista, Foz, ...). A classe média reside cada vez mais nos concelhos limítrofes, embora em grande parte trabalhe na cidade do Porto, correspondendo isto ao já referido fenómeno de suburbanização. Assim, a requalificação residencial exigiria uma estrutura social mais compósita.

 

Q.: Em que aspectos é que já se conseguiu, na cidade do Porto, uma requalificação com resultados positivos?

Prof. Dr. Mário Rui Silva: Do ponto de vista das acessibilidades, da mobilidade e da conectividade internacional já a situação é mais favorável, como resultado dos elevados investimentos públicos das últimas duas décadas.

No que respeita às acessibilidades, a cidade do Porto e a zona metropolitana encontram-se perfeitamente conectadas com as grandes vias da rede viária portuguesa, ibérica e europeia, verificando-se a existência de uma malha de vias principais (IP e IC) com uma densidade acima do que se verifica na Europa.

No que toca à mobilidade, a modernização da rede de transportes suburbanos, nomeadamente os transportes ferroviários e, sobretudo, a rede do Metro do Porto melhoraram significativamente a mobilidade na Área Metropolitana do Porto, embora ainda seja necessário prosseguir esse esforço.

Quanto à conectividade internacional, a expansão e modernização do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, bem como o recente aumento do número de operadores e de voos – resultante do início da operação das chamadas companhias low cost  - vieram melhorar significativamente a conectividade da cidade.

 

 

 

 

 

publicado por Trips à moda do porto às 12:06
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