«Que teime
este grisalho burgo
com silhueta de alcantis
e torres onde canta o bronze-bronze
em derramar no mundo a febre
da sua gente, e o vigor
da planta que não larga a terra da raiz!
De independência é o seu perfil severo.
Independência os morros de granito.
Cada pedra ferida, cada gesto
- o povo unido é como pedra!»

Francisco da Cunha,
em «Ode ao Porto»

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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Porto Escondido: O Porto das mil fontes

Por toda a cidade do Porto podem-se encontrar fontes e chafarizes que datam desde o século XVI.

O contrato para o abastecimento de água ao domicílio entre a Câmara do Porto e a Companhia (Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger) é apenas feito a 22 de Março de 1882.

Isto quer dizer que, até àquele ano, os cidadãos do Porto que não tivessem poços privados, abasteciam-se nas fontes e nos chafarizes que havia espalhados por toda a cidade.

Por sua vez, as fontes e chafarizes eram abastecidos por água proveniente de vários aquedutos. Os mais célebres eram o de Paranhos ou Arca d'Água; o de Camões e o da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal); e o aqueduto do Campo Grande, actual Campo 24 de Agosto.

 

 

 

Chafariz da Colher

 

Chafariz da Colher

 

Datada do séc.XVII, esta fonte, situada na R. de Miragaia, ao lado do largo da Alfândega, é considerada uma das mais antigas, conhecendo-se a sua antiguidade por uma inscrição que se encontra na lápide frontal em granito e pela data de 1629. Compõe-se de uma única bica e a sua água era considerada como uma das melhores da cidade.

 


 

Chafariz da Rua Chã

 

Situado no cruzamento da Rua Chã com a Rua do loureiro, foi construído em 1635, por ordem da Câmara, e foi deslocado, em 1784, para outro local.

 


 

 

Chafariz da Rua Escura

 

Datado do séc.XVII, esteve, inicialmente, na Rua Escura, mas em 1940 foi transferida para o local em que se encontra, na Rua Pena Ventosa. Compõem-no duas figuras femininas simétricas, que "suportam" o friso decorativo superior, onde se vêem as armas Reais. No centro vê-se um pelicano (símbolo da Misericórdia) com um furo no peito, pelo qual primitivamente jorrava a água.

 


 

Chafariz das Virtudes

 

Segundo o Padre Manuel Pereira de Novais, este chafariz foi delineado por Pantaleão de Seabra e Sousa, fidalgo da Casa Real e Regedor da cidade.
Composto por um alto frontão ladeado de pirâmides, termina num segmento de arco cortado pelas armas reais, com cinco escudetes e sete castelos. As armas e a inscrição tem dois castelos, em meio relevo, divididos por um nicho que se encontra actualmente vazio, mas onde parece ter existido uma imagem da Virgem, em pedra, conhecida como Senhora das Virtudes. O conjunto representava as armas da cidade. A água saía por duas carrancas gigantescas lavradas em pedra, para dois profundos tanques que ladeiam o chafariz.

 


 

Chafariz de S. Lázaro

Datado do séc. XVI, encontra-se no Jardim Marques de Oliveira, em S. Lázaro, é composto por uma fonte, com taça de mármore. Pertenceu ao demolido Convento de S. Domingos.

 

Chafariz do Anjo

Este chafariz, do séc. XVIII e atribuído a Nicolau Nasoni, apresenta uma interessante moldura constituída por uma grade de ferro forjado e um relevo em mármore incrustrado na parte superior da bica. A rematar o conjunto uma pequena escultura do anjo S.Miguel no topo da coluna. Foi construído logo a seguir ao local do demolido Arco da Vandoma, e Sousa Reis sustenta nos seus manuscritos que, por ser aquela imagem o brasão do Cabido, a obra terá sido feita à custa desta corporação.

 

Fonte da Rua das Taipas

 

Construída pelos moradores do largo do Postigo da Virtudes, que para tal apresentaram requerimento à Câmara em 1772. A primitiva fonte que parece ter sido construída na actual Rua das Virtudes, foi substituída no final do séc. XVIII pela que existiu na Rua das Taipas.

 

Fonte da Rua de S. João

 

 

Fonte construída no séc.XVIII, por ordem de João de Almada e Melo, no eixo da Praça da Ribeira, rematando-a do lado norte. A estrutura arquitectónica que a envolve ocupa o espaço correspondente a um edifício de três andares. Ostenta o escudo das armas de Portugal, sob as quais está um nicho destinado a receber uma imagem.

 

Fontes: site da CM do Porto - Turismo 





publicado por Trips à moda do porto às 19:41
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